O primeiro dia de greve na Santa Casa de Misericórdia
de Pereira Barreto foi marcado por manifestações
dos funcionários na porta de entrada e por
pedido de soluções rápidas
para que o atendimento volte a sua normalidade.
Logo no início da manhã, os funcionários
da Santa Casa se posicionaram na porta de entrada
do estabelecimento, conforme determinação
do comando de greve, a fim de pressionar a provedoria
da entidade na busca por soluções
e acordo rápido para as reivindicações
da categoria. A maior parte dos funcionários
fez questão de comparecer ao local para apoiar
a greve e mostrar que estão unidos e posicionados
para resolverem o problema.
Para os funcionários é necessário
um posicionamento oficial e rápido da provedoria
da Santa Casa para que o comando de greve e a provedora
da entidade possam se reunir rapidamente e chegar
a um acordo que ponha fim a greve. Eles salientaram
que a greve foi uma medida drástica necessária
a fim de usarem mão de um direito legal para
receberem o que é deles por direito.
“Nós sabemos que a maioria da população
utiliza os serviços da Santa Casa diariamente
e vai acabar sendo prejudicada com esta greve, mas
foi a única solução encontrada
para buscar nossos direitos. Tentamos toda espécie
de acordo com a provedoria, mas não foi possível
e não podemos continuar trabalhando sem receber
o nosso salário”, afirmou uma das enfermeiras
grevistas.
Até o momento as manifestações
estão pacíficas e, de acordo com a
Polícia Militar de Pereira Barreto não
há registros de problemas entre grevistas
e direção da entidade, mesmo assim
policiais passam sempre pelo local a fim de verificar
como está o andamento das manifestações.
A greve dos funcionários da Santa Casa é
motivada pela falta de pagamento dos salários.
Os funcionários estão sem receber
desde o mês de novembro de 2009 e consideraram
que a situação se tornou insustentável,
pois a provedoria não cumpriu com nenhum
acordo firmado com o Sindicato que votou pela greve
que foi aprovada em Assembléia.
Entendendo a situação grave com que
estão lidando, os grevistas prometem não
saírem de frente da Santa Casa sem um acordo.
Mesmo com a temperatura elevada, os funcionários
se organizaram para passar o maior tempo possível
no local. Eles providenciaram água, suco
e até alimentos para que todos possam ficar
no local sem precisarem retornar às suas
residências. Uma grevista levou até
uma rede para descansar na sombra sem, contudo,
abandonar seu posto.
No momento em que a reportagem visitava o local,
o Corpo de Bombeiros chegou com uma paciente passando
mal, cumprindo a determinação da Lei,
a paciente foi colocada no posto de atendimento
e atendida normalmente por se tratar de uma situação
emergencial. Os funcionários frisaram que
estão trabalhando com 30% do grupo, conforme
determina a legislação.
A reportagem do DIÁRIO entrou em contato
com a provedora da Santa Casa, Nair Haikawa que
informou estar entrando em contato com o Prefeito
Arnaldo Enomoto em busca de auxílio para
solucionar o problema. Haikawa frisou que tinha
uma reunião agendada com o prefeito para
a tarde de quinta-feira e que, até o início
da noite, com uma proposta pronta iria encaminhar
para o comando de greve.
Fonte: Diário
Regional