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Amigos do golpe do seguro são condenados a 16 anos de reclusão

Crime começou com simulação de acidente, passou por traição conjugal, homicídio e condenação.

27/05
Paulo Sérgio

Na segunda-feira foi desenvolvido em Pereira Barreto um dos mais esperados julgamentos dos últimos anos na comarca. No banco dos réus, quatro pessoas acusadas do mais rumoroso caso policial da pacata Suzanápolis. O caso envolveu golpe do seguro, traição conjugal e homicídio sob encomenda. Três réus foram condenados a 16 anos e quatro meses de reclusão. O quarto reú foi absolvido. Para o promotor Miguel Tadeu de Campos, a decisão dos jurados foi uma resposta satisfatória à população de Suzanápolis. O julgamento, que chegou a ser adiado anteriormente devido reunião de advogado com testemunhas, começou de manhã e terminou pouco antes da meia-noite.

O autônomos Ricardo do Carmo dos Santos Rodrigues, Ivair Lima (Dui) e o segurança Nilton Rodrigues da Silva foram condenados pela morte do motorista Dermival Justino Ribeiro (Val) ocorrida no dia 17 de agosto de 2007, em Suzanápolis. O vendedor de carro, Márcio dos Santos foi absolvido.

Tudo começou em 1998 quando quatro amigos: Ricardo do Carmo dos Santos Rodrigues, Dermival Justino Ribeiro, Ivair Lima e Odenir Francisco Cruz decidiram aplicar o golpe do seguro. Na época, Ricardo e Dermival foram até Pereira Barreto e contrataram seguro de R$ 200 mil. Poucas semanas depois, Ivair fez a anestesia em Ricardo para que Dermival, usando uma motosserra, cortasse três dedos. Mutilado, Ricardo acionou o seguro. Porém, a empresa seguradora desconfiou e recorreu à justiça. O pagamento foi determinado apenas em 2006. Ricardo recebeu R$ 119 mil, já que no curso do processo surgiram despesas e emolumentos. Começou a briga entre os amigos.

A discórdia começou na partilha do dinheiro. Odenir recebeu R$ 2,5 mil e morreu pouco tempo depois de meningite, enquanto Ivair Lima recebeu R$ 5 mil. Val queria entre 40% e 60% do restante, dando origem à discórdia. Ele passou a ser ameaçado pelos ex-colegas de plano e também por Márcio dos Santos, amigo de Ricardo. Ele acabou revelando as ameaças à polícia.

Além de todos os problemas, Dermival teve envolvimento com uma mulher, aumentando a discórdia. Ele foi assassinado no dia 17 de agosto de 2007. As suspeitas recaíram sobre Ricardo e Ivair. No dia 14 de setembro foram presos Ricardo, Ivair e Márcio. Poucos dias depois, o mesmo delegado, Tadeu Aparecido Coelho, prendeu, em Campinas, Nilton Rodrigues da Silva, sob acusação de ter matado Val.

Agora os três foram julgados e condenados pelo crime de homicídio triplamente qualificado.


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