| O
que é a gripe suína?
A gripe suína é uma doença
respiratória aguda dos porcos, que
pode ser transmitida para criadores e tem
capacidade de se propagar rapidamente. A epidemia
teve início no México e, em
poucos dias, já atingia os Estados
Unidos, o Canadá, a Espanha e a Grã-Bretanha.
2.
Quais os sintomas?
Os sintomas da gripe suína são
similares aos da gripe comum, porém,
mais agudos. Segundo o Ministério da
Saúde, é comum o paciente apresentar
uma febre repentina acima de 38 graus, acompanhada
de problemas como tosse, dor de cabeça,
dor nos músculos e nas articulações
e dificuldade na respiração.
Os sintomas podem ter início no período
de três a sete dias após contato
com o influenza A (H1N1).
3.
Qual é o agente causador da doença?
O vírus da gripe suína é
o influenza A (H1N1), novo subtipo do vírus
da influenza, o causador da gripe. O subtipo
se formou dentro do organismo suíno.
Isso porque, assim como no ser humano, os
vírus da gripe sofrem mutação
contínua no porco, um animal que possui,
nas vias respiratórias, receptores
sensíveis aos vírus da influenza
suínos, humanos e aviários.
O organismo do porco funciona como um tubo
de ensaio, combinando vírus e favorecendo
o aparecimento de novos tipos. Esses vírus
híbridos podem provocar o surgimento
de um novo tipo de gripe, tão agressivo
como o da gripe aviária e tão
transmissível quanto o da gripe humana.
Ainda uma novidade para o sistema imunológico
humano, esse vírus poderia desencadear
uma pandemia de gripe.
4. Quais são
as formas de contágio?
A gripe de origem suína não
é contraída pela ingestão
de carne de porco, mas por via aérea,
de pessoa para pessoa, principalmente por
meio de tosse ou espirro e de contato com
secreções respiratórias
de pessoas infectadas, e em locais fechados.
Isso porque, de acordo com os Centros de Controle
de Enfermidades dos Estados Unidos (CDC, na
sigla em inglês), a temperatura de cozimento
(71º Celsius) destrói os vírus
e as bactérias presentes na carne de
gado suíno.
5.
A doença gripe suína tem cura?
Sim. Há um medicamento antiviral, o
Tamiflu - que contém oseltamivir, substância
já usada contra a gripe aviária.
Indicado pela Organização Mundial
de Saúde (OMS), ele está disponível
na rede pública para ser usado apenas
por recomendação médica,
a partir de um protocolo definido pelo Ministério
da Saúde. O remédio só
faz efeito se for tomado até 48 horas
a partir do início dos sintomas. O
Ministério da Saúde está
controlando o remédio - cujo estoque
afirma ser suficiente para o país -
para evitar a automedicação.
De acordo com o ministério, a prática
levaria ao mascaramento de sintomas, ao retardamento
do diagnóstico e até à
vitória do vírus.
6.
Existe vacina contra o mal?
Só para porcos. Para o ser humano,
não existe vacina contra esse novo
subtipo de vírus da influenza. Segundo
a OMS, autoridades de saúde dos Estados
Unidos tomaram os primeiros passos para iniciar
a produção de uma vacina contra
o vírus, mas não há previsão
para o desenvolvimento dela. A vacina contra
a gripe humana não protege contra o
mal causado pelos porcos.
7.
Há medidas preventivas que possam ser
tomadas no dia-a-dia?
O Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância
Sanitária (Inbravisa) está repassando
aos que o procuram cinco recomendações
dadas pelos Centros de Controle de Enfermidades
(CDC, na sigla em inglês), dos Estados
Unidos. São elas: 1) evitar contato
direto com pessoas gripadas; 2) ficar em casa
se estiver em período de transmissão
da doença (até cinco dias após
o início dos sintomas); 3) cobrir a
boca e o nariz com um lenço de papel
ao tossir ou espirrar; 4) lavar as mãos
frequentemente (principalmente antes de comer
ou de tocar os olhos, nariz ou boca e depois
de tossir, de espirrar e de usar o banheiro);
5) usar máscara cirúrgica em
locais de grande concentração
de pessoas, como aeroportos, ruas movimentadas
e shopping centers. As autoridades sanitárias
americanas também orientam, como forma
de aumentar a resistência do organismo,
que as pessoas se vacinem contra a gripe comum,
tenham no mínimo 8 horas de sono por
dia, bebam líquidos em abundância,
consumam alimentos nutritivos e pratiquem
exercícios físicos. De acordo
com a Inbravisa, as dicas do CDC devem ser
seguidas pelos brasileiros. A elas, o Ministério
da Saúde recomenda que o ambiente doméstico
seja arejado e receba a luz solar, o que ajuda
a eliminar os possíveis agentes das
infecções respiratórias
e que se evite tocar os olhos, nariz ou boca
após contato com superfícies.
8. Quais as
recomendações do Ministério
da Saúde a viajantes internacionais?
Aos passageiros que deixam o Brasil com destino
a países afetados pela epidemia, o
Ministério da Saúde recomenda
evitar locais com aglomeração
de pessoas e contato direto com pessoas doentes,
assim como evitar tocar olhos, nariz ou boca,
cobrir o nariz e a boca com um lenço
descartável ao tossir ou espirrar,
lavar as mãos freqüentemente e
não compartilhar alimentos, copos,
toalhas e objetos de uso pessoal. Também
é recomendado levar na mala máscaras
cirúrgicas descartáveis, seguir
com rigor as instruções das
autoridades sanitárias locais, não
usar medicamentos sem orientação
médica e procurar assistência
médica, informando história
de contato com doentes e roteiro de viagens
recentes, em caso de adoecimento. Aos viajantes
que voltam ao país e apresentarem sintomas
da doença até 10 dias após
saírem de áreas afetadas, a
orientação é para procurar
assistência médica na unidade
de saúde mais próxima e informar
ao profissional de saúde o seu roteiro
de viagem.
9.
A internet oferece fontes seguras de informação
sobre o assunto?
Sim.
No Brasil, o Ministério da Saúde
está disponibilizando informações
em seu site. Em nível global, são
também fontes confiáveis os
sites da OMS (em inglês, com opções
de espanhol e francês), da Organização
Panamericana de Saúde (Opas, em inglês
e espanhol) e dos Centros de Controle de Enfermidades
dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês,
idioma do site).
Fonte:
Veja.com
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